sexta-feira, 24 de dezembro de 2010

RX26: Henrique Costa Mecking

Na década de 1970, três esportistas brasileiros tinham status de personalidade reconhecida e admirada no mundo inteiro. Eram eles: Edson Arantes do Nascimento, o Pelé, Emerson Fittipaldi, primeiro brasileiro campeão mundial de Fórmula-1, e Henrique Costa Mecking, o gênio do xadrez mais conhecido como Mequinho.

Aos 7 anos, em simultânea em Pelotas/RS Foto: Arquivo Pessoal
Nascido em 23 de janeiro de 1952, em Santa Cruz do Sul (RS), Mequinho aprendeu a mover as peças com sua mãe, Maria José Costa Mecking, quando tinha apenas cinco anos, e tornou-se o mais jovem Mestre Internacional da história, aos 15 anos - evidentemente, hoje este recorde já foi superado. O título de GM veio aos 20 anos, sendo o primeiro brasileiro a se tornar Grande Mestre de Xadrez.

A ascensão de Mecking foi tão extraordinária e inédita para o xadrez brasileiro que o presidente Emílio Médici o apoiou intensamente, a partir de 1971, desejando associar sua imagem de estrategista de sucesso nos tabuleiros à eficiência do governo da época, que ainda estava sob o regime militar. Seu desempenho no esporte não deixava para menos: alcançou o 3º lugar no ranking mundial, em 1977, com 2.635 pontos-ELO (atrás do GM Anatoly Karpov e do GM Viktor Korchnoi, o campeão e o vice-campeão mundial da época, respectivamente), e colecionou títulos e vitórias surpreendentes para um sul-americano que enfrentava praticamente sozinho os sólidos e unidos jogadores da extinta União Soviética e demais países da cortina de ferro.

Diziam que ele seria o novo Fischer, um jovem prodígio capaz de afrontar a hegemonia russa. Venceu dois Torneios Interzonais, que classificava para o Torneio de Candidatos, em Petrópolis-1973 (RJ) e Manila-1976 (Filipinas), à frente de nomes já consagrados como Boris Spassky, Vassily Smyslov, Paul Keres, Efim Geller, Lajos Portisch, Lev Polugaevsky e David Bronstein. Talvez por isso, os russos sempre o criticaram, como uma forma de afetá-lo psicologicamente. Antes de seu match em Augusta (1974), contra Viktor Korchnoi – que, naquela época, ainda pertencia à URSS -, alguns jogadores soviéticos deram entrevistas criticando bastante seu jogo, como Petrosian e Tahl.

O ex-campeão mundial Tigran Petrosian foi, provavelmente, um dos seus maiores opositores. Declarava publicamente que o jogo de Mecking era “muito animado” e que ele desconhecia o conceito de casas fracas. É verdade que, quando Mecking perdeu para Petrosian, ainda era apenas MI e, mesmo assim, havia recusado empate em uma dessas derrotas. “Um Grande Mestre naquele torneio chegou para mim e disse: ‘como você ousa recusar empate contra o ex-campeão mundial?’ É por isso que ele ganha muito: porque seus adversários querem derrotá-lo”, relata.

Botvinnik (pretas) x Mecking, Hastings, 1966
De fato, Mecking custou a entender isso, até que, anos depois, enfrentou Petrosian novamente e empatou. Sua história corrobora uma conhecida frase sobre seu opositor, que jogava de forma posicional como poucos outros e raramente era derrotado, herdando o injusto apelido de 'rei dos empates': “Dizem que minhas partidas deviam ser mais interessantes. Eu poderia ser mais interessante… e também perder”, defendia-se Petrosian.

Com exceção de Petrosian, o jogo de Mecking preocupava bastante aos demais soviéticos. Ele perdia pouquíssimas vezes e vencia de forma implacável, calculando de forma exímia e não dando chances aos oponentes. Em seu currículo, trazia vitórias contra os ex-campeões mundiais Mikhail Tahl e Vassily Smyslov (duas vezes), e empates com Bobby Fischer (quando ainda era apenas MI!), Anatoly Karpov e Mikhail Botvinnik, além de já ter derrotado Viktor Korchnoi (aos 15 anos, também como MI), e os famosos argentinos Oscar Panno e Miguel Nadjorf.

E, então, assim como Fischer, de repente ele desapareceu, sucumbindo a uma doença misteriosa chamada miastenia gravis – que compromete o sistema nervoso e os músculos. Parecia o fim, sua doença era incurável e ele se retirou dos tabuleiros para lutar pela vida. Mesmo desenganado pelos médicos, ressurgiu  atribuindo sua cura à fé, o que o levou a converter-se à religião Católica. Nos 12 anos seguintes, deixou o jogo de xadrez de lado, formou-se em Teologia e Filosofia Católica e praticou sua fé fervorosamente.

Quando todos pensaram que sua carreira de enxadrista já havia sido extirpada de sua vida,  eis que, em uma jogada surpreendente, anunciou seu retorno. Disputou matches contra os mais fortes brasileiros da atualidade, como o GM Giovanni Vescovi e o GM Alexandre Fier, e jogou diversos outros torneios. Teve uma volta difícil, como era de se esperar de qualquer esportista após mais de 10 anos de inatividade, mas, vez ou outra, demonstra resquícios daquele jogador que foi em seu auge.

Invicto em simultâneas há 30 anos Foto: Francisco Dandao/AE
Depois de sua volta, em 1991, já representou o Brasil em duas Olimpíadas (2002 e 2004), venceu o 2º Festival de Lodi, na Itália (2006), foi campeão brasileiro de blitz pela internet (2008) e disputou o popular Torneio Corus, na Holanda (2009), além de outras competições internacionais na Romênia e na Argentina. Apesar disso, dificilmente disputa os mais fortes torneios que poderia, como a Olimpíada de Xadrez e o Campeonato Brasileiro (do qual detém apenas 2 títulos, conquistados nas duas únicas vezes em que o disputou; o recordista brasileiro, por exemplo, possui 7 títulos).

Hoje, aos 58 anos, com uma convicção obsessiva no que diz e enfrentando a descrença da maioria, Mecking afirma que voltará ao topo. Aposta que seu retorno à elite máxima do xadrez  mundial será "um presente de Deus" e se divide entre orações e estudos de xadrez, para atingir o objetivo máximo. Também realiza palestras e simultâneas, das quais ele se orgulha de estar invicto há 30 anos.

Capa da revista Veja em agosto de 73
De 13 a 25 de janeiro de 2011, Mequinho terá uma nova chance de mostrar que sua fé está certa: vai disputar o fortíssimo Memorial Antonio Rocha 2011, em Campinas (SP), que conta com a presença dos GMs Giovanni Vescovi, Rafael Leitão, Everaldo Matsuura, Sandro Mareco (ARG), Andres Rodriguez (URU), Neuris Delgado (COL), Oswaldo Zambrana (BOL) e outros jogadores, totalizando 15 participantes. É esperar para crer no milagre.

Algumas declarações sobre Mecking no passado e presente:

“Em situações como essas [Polugaevsky 1-0 Mecking, Mar del Plata, 1971, após lance 16], experientes e frios defensores geralmente salvam o jogo, mas o que vemos é a diferença de categoria entre os dois jogadores. Polugayevsky é maduro e posicional enquanto Henrique Mecking...", de Mark Dvoretsky, em seu livro Secrets of opening preparation - School of future Champions, vol. 2 (2007), pg. 84-94

“Mecking era, naquela época, o melhor enxadrista do lado ocidental, depois que Fischer se afastou. Ele perdia algumas partidas no meio-jogo porque desconhecia certas armadilhas que já eram comuns para os soviéticos”, de GM Anatoly Karpov, em 2004, em visita ao Brasil

“Ele [Mecking] não é um jogador ruim. Inclusive, pode jogar melhor, mas eu tenho certeza que ele nunca será campeão do mundo. Principalmente pelo seu jeito de pensar xadrez. Mecking não entende, por exemplo, o significado de casas fortes e fracas. Ele também não entende a profundeza das posições e tenho dúvidas quanto ao seu futuro no xadrez", de GM Tigran Petrosian, em entrevista em 1972

“Por certo, Mecking se considerava um discípulo de Fischer e inclusive o imitava, não no jeito de jogar, mas em suas declarações ultrajantes. Em todo caso, Fischer não tinha uma boa opinião sobre o prodígio brasileiro: "Esse valentão disse uma vez: ‘Se Fischer perder para mim, isso não prejudicaria em nada sua reputação!’. Ele é um falador, eu só perderia para ele se fosse picado por uma serpente venenosa!”, de Garry Kasparov, em seu livro Meus Grandes Predecessores, volume 4, pg. 370 (2006)

“Na partida Mecking x Botterill [Hastings, 1972, Mecking ficou em 2º e fez norma de GM na ocasião], ambos estavam no apuro de tempo, com 2 ou 3 minutos para 8 lances. Mecking acionou o relógio e manteve sua mão sobre ele, não permitindo que o inglês o acionasse. O árbitro não viu e Botteril perdeu a calma e, em dois lances, a partida. Todos ficaram extremamente indignados e Najdorf chamou Mecking de "o bandido dos tabuleiros", do livro The Games of Anatoly Karpov, de K. O'Connel e J. Adams, Pitman Publishing (1974)

“Em 1972, quando enfrentou o ex-campeão mundial Tigran Petrosian no torneio de San Antonio, Mequinho descobriu que tinha que lutar dentro e fora do tabuleiro. O grande mestre soviético "só fazia silêncio quando era a vez dele jogar. Toda vez que eu tinha que pensar ele estava cutucando a mesa com o joelho e o tabuleiro com o cotovelo para chacoalhar a mesa. Se não fosse suficiente para incomodar-me, Petrosian ficava fazendo ruídos, derrubando café, e tudo com ritmo variável. E rolando uma moeda na mesa". Depois de reclamar três vezes com os árbitros, Mequinho resolveu fazer barulho quando era sua vez de jogar. Petrosian calmamente desligou seu aparelho auditivo e ganhou a partida”, de Paul Hoffman, em artigo no Washington Post ‘Winning by Rook or by Crook’ (2007)

"Eu acho que o Mequinho é disparado o melhor jogador de finais da história brasileira. Ele joga muito bem finais, não sei dizer por qual razão, mas efetivamente ele joga muito mais [...]. O fato dele jogar bem não é porque ele vem de uma outra geração, mas é uma qualidade que ele tem, como hoje o [GM Levon] Aronian é o melhor jogador de finais do mundo, e é de uma geração super nova", de GM Gilberto Milos, na Rádio Xadrez #6 (parte 1)

***

Faça o download ou ouça!

Sobre seu passado e presente, seus objetivos e planos e muito, muito mais de sua carreira e expectativas, Mecking contou com exclusividade no episódio de encerramento da Rádio Xadrez em 2010, que você pode ouvir abaixo (no player) ou baixar:



Músicas que tocam neste episódio:
  • Super-Heróis, de Raul Seixas
  • Si La Muerte Pisa Mi Huerto, de Juan Manuel Serrat
  • Negro Gato, de Roberto Carlos
Conheça os livros que Mecking comenta neste podcast:
Assista no YouTube:
    The legendary Brazilian chess player

    1970: Maracanã, Brazil
    The soccer, as we know it nowadays, was invented in England, in 1848. However, its mastery hasn't taken too much time to spread all over the world and, nowadays, there are good players either in Europe or in the other continents, especially in South America. With chess, though, the situation was not alike: invented in the East, the history of this fascinating sport of the boards shows a dominance of European and Asian countries, especially in the Era of the geniuses from USSR, from Alexander Alekhine to Boris Spassky.

    Remarkable names of chess from the Western side are just a few, compared to the others. Between them, we could mention Paul Morphy (USA), José Raul Capablanca (CUB) and Bobby Fischer (USA). There is also a name which, curiously, comes from a country which the main sport is the soccer: Henrique Costa Mecking, the Brazilian genius better known as Mequinho.

    This week, Henrique Mecking, today with 58 years old, took part of Rádio Xadrez's podcast - a Brazilian blog of interviews, among them one with WGM Nathalia Pogonina - and told a little bit about his career and his future plans (read below some interview extracts).

    Pelé of the chessboards

    South-American, the first  youngest International Master in history (at 15, in 1967) and a strong player in the 1970's, Mecking has never been a world champion, but had such a good performance that became the third place in FIDE world rankings - only behind the world champion and the vice world champion at the time, Anatoly Karpov and Viktor Korchnoi, respectively.

    Veja Magazine, August 1973
    He was so popular that, in his country, he was compared to Pelé (in soccer) and Emerson Fittipaldi (in the F1). Also, he had his face in the covers of many magazines and newspapers, like Veja magazine, the one which sales more in Brazil (see image). His prestige was such that his name turned into song lyrics, composed by the rock singer Raul Seixas and the writer Paulo Coelho. He had even the governor's support at the time, who always met him after his triumphs at the boards.

    He won twice the Interzonal Tournament, which gave him a place at the World Championship cycle, in Petropolis 1973 (Brazil) and Manilla 1976 (Philippines), ahead of names such as Boris Spassky, Vassily Smyslov, Efim Geller, Lajos Portisch, Lev Polugaevsky, Vlastimil Hort and David Bronstein. His matches against sovietic players excited so much the world that, after 30 years had passed, when they had the opportunity to meet him, in Netherlands 2009, players of the caliber of Vassily Ivanchuk (UKR), Levon Aronian (ARM) and David Navara (CZE) looked for him to comment on his famous matches against Korchnoi (Augusta 1974) and Polugaevsky (Luzern 1977) in the Candidates Tournament. "I grew up studying his games", Ivanchuk would have said to him at that time.

    The Next Fischer

    When Mecking was at his peak, Bobby Fischer had already quit and some had even said that he was the "next Fischer". Against the North-American he played twice: a draw, when he was only an International Master, and a loss. They would play a match, in Argentina, but negotiations failed and the encounter never happened. "I went to the hotel where Fischer was every day, but, I can't explain why, we never finished the negotiations for the match to take place", Mecking once said.

    He was polemic, made controversial statements and accused the system which determined the World Champion at that time to favors the soviets (something Fischer also did). Maybe due to this, the Russians criticized him much, as a way to affect him psychologically. Before his match in Augusta against Viktor Korchnoi - who, at that time, still belonged to the URRS - , Tigran Petrosian and Mikhail Tal gave interviews criticizing his game very much, something some other soviet players openly did as well.

    With the ex-world champion Tigran Petrosian, there was a duel apart from all the others. The Armenian was, probably, one of Mecking's highest rivals. Petrosian constantly declared publically that Mecking's game was "too lively" and that the Brazilian didn't know the concept of weak squares. It is true that, when Mecking lost to Petrosian, he was only an International Master, and, even though, refused to take the draw in one of these losses. "A Grandmaster came to me at that tournament and asked me: 'How come you dare refusing a draw against the ex-world champion?' That's why he wins so many games: because his opponents want to beat him", told Mecking.

    In fact, it took some time for Mecking to understand that, until when, years later, he played Petrosian and managed to draw. "He was the only player in the world who had a score of 3-0 against me", remembers. After that, in their fourth encounter, even in a better position, Mecking accepted the draw offer made by the ex-champion. "I thought with myself: ‘I can't lose to this man again!’”.

    His story corroborates a well-known phrase by Petrosian, who played in a positional style like few other players and was rarely beaten, inheriting the unfair nickname of "king of draws". "They say my games could be more interesting. I could be more interesting... and also lose", Petrosian defended himself.

    Rivalry with Petrosian

    Some critics claimed that the Soviet attacks against him were part of a psychological strategy to affect it because, after all, his victories against players of the Iron Curtain were impressive. The truth is that Tigran Petrosian did not care much to say its harsh views on the Brazilian, as in a 1972 interview in which he said: "He [Mecking] is not a bad player. He can even play better, but I'm sure he'll never be world champion. Mainly for his way of thinking chess. Mecking does not understand, for example, the meaning of strong and weak squares. He also does not understand the depth of positions and I have doubts about his future in chess”.

    Petrosian's opinion about him remains tough, many years later. One of the most famous chess trainers and writers, Mark Dvoretsky, talks about Mecking in his book Secrets of opening Preparation - School of Future Champions vol. 2 (2007), pages 84-94: "In situations like these [Polugaevsky 1-0 Mecking, Mar del Plata, 1971, after move 16], most cold and experienced defenders usually save the game, but what we see is the different category between the two players. Polugayevsky is mature and positional while Henrique Mecking...”

    The poisonous snake

    Even Garry Kasparov, in his series of books My Great Predecessors cites an episode with the Brazilian player. In Volume 4 (2006), page 370 of his book dedicated to Bobby Fischer, in a section titled "The Brazilian prodigy", Kasparov said: "Indeed, Mecking considered himself a disciple of Fischer and even imitated him, not in the way of playing, but in his outrageous statements. In any case, Fischer did not have a good opinion of the Brazilian prodigy: "This tough guy once said: 'If Fischer lost to me, that would not damage his reputation at all!". He is a talker, I would just lose to him if I were bitten by a poisonous snake”.

    The controversies in his career did not stop there. In the article "Winning by Rook or by Crook" (2007) in the Washington Post, journalist Paul Hoffman said that "In 1972, when he faced former world champion Tigran Petrosian in the tournament in San Antonio, Mequinho discovered that he had to fight in and off the board. The Soviet grandmaster "was only silent when it was his turn to play. Every time I had to think he was poking at the table with the knee and the board with the elbow to shake the table. As if it was not enough to bother me, Petrosian also made noises, knocking coffee, and all with varying pace. And rolling a coin on the table”. Three times after complaining to the arbiters Mequinho decided to make noise when it was his turn to play. Petrosian calmly turned off his hearing aid and won the match”. Asked about the fact that in the interview to Rádio Xadrez, Mecking said he did not remember of any noise. Today, he follows the "charity of the Catholic faith" and prefers forgiveness to discord.

    Mecking in Romenia, with GM Boris Spassky
    The game with Tahl

    He lost very few times and excelled in calculations. In his curriculum, he has victories against former world champions Vassily Smyslov (twice) and Mikhail Tahl. After losing to him, Mikhail Tahl had confided: "I played the first match of my life with Mecking and I hope it was not the last". But by a twist of fate, "it was unfortunately the last", said Mecking. He also drew with Anatoly Karpov and Mikhail Botvinnik, and has defeated Viktor Korchnoi only with 15 years old being just an International Master. He had favorable score against Miguel Najdorf (variant of the famous Sicilian) and against Oscar Panno, highly respected Argentine player, among others.

    His strength to calculate variants and his ability at the endings were his strengths. He also played extremely fast - his biography says that in Brazil, when he as a teenager, he played matches with 1 minute against 5 minutes of his opponents, and won almost all of them. An incident in one of his matches is reported in The Games of Anatoly Karpov, K. O'Connell and J. Adams, Pitman Publishing (1974): "In the game Mecking x Botterill [Hastings, 1972, Mecking came in 2nd and made a GM norm at the time], both were running out of time, with 2 or 3 minutes to 8 moves each. Mecking pressed the button of the clock and kept his hand on it, not allowing the English to press it back. The arbiter did not see it and Botteril lost his temper, and two moves later, the game. Everyone was extremely indignant and Najdorf called Mecking "the bandit of the chessboards".

    The irony was that, thirty years later, Karpov defended him during a visit of the former champion to Brazil: "Mecking was at that time, the best player in the west side, after Fischer stopped playing. He lost some games in the middle game because he did not know certain traps that were common to the Soviets", Karpov told the Brazilian press.

    The defeat for the disease

    At the beginning of  Rio de Janeiro's Interzonal in 1979, in which he could achieve his third straight victory in Interzonals, he followed medical advice and left the tournament after the 2nd round. It was then that, like Fischer, suddenly disappeared Mecking, succumbing to a mysterious disease called myasthenia gravis - which affects the nervous system and muscles.

    Gallery in Linares (SPA)
    It seemed the end, his disease was incurable and he withdrew from the boards to fight for life. Even the doctors did not believed in his cure, but he managed do be cured, attributing his healing to the faith, which led him to convert himself to the Catholic religion. Over the next 12 years, he left chess aside, majored in theology and Catholic philosophy and practiced his faith fervently.

    When everyone thought his chess career was over, in a surprising move, he announced his return. He played matches against GMs Predrag Nikolic (YUG) and Yasser Seirawan (USA), on both he lost by a score of 3.5 to 2.5 - 5 draws and one defeat - and also against the strongest player in Brazil nowadays, GM Giovanni Vescovi (1 victory, two defeats and three draws) and GM Alexander Fier (1 win, 1 loss and 2 draws), and played several other tournaments. He had a difficult and slow comeback, as might be expected of any athlete after more than 10 years of inactivity, but who occasionally shows traces of the player he was in his peak.

    The return to elite

    After his return in 1991, he has represented Brazil in two Chess Olympiads (2002 and 2004), won the 2nd Festival of Lodi, Italy (2006), was Brazilian champion of blitz chess on the Internet (2008) and played the popular Corus Tournament in Holland (2009) - in this occasion, he won his match with the Indian GM Krishnan Sasikiran, which had 2711-ELO at the time - as well as other international competitions in Romania and Argentina (2001), where he drew one more time against his former rival Viktor Korchnoi, and with the top-GMs Nigel Short (ENG) and Judit Polgar (HUN).

    Still, he hardly plays the strongest tournaments he could, like the Chess Olympiad (Mecking refused to be part of the Brazilian team the last three editions) and the Brazilian Championship, of which he has only two titles, won the only two times he played (the Brazilian top-winner, GM Giovanni Vescovi, for example, has seven titles).

    Mequinho used to play on Internet Chess Club (ICC), with the nickname Lorenzo - the name of a Catholic saint, of whom he is a devotee - being the top-ranked for more than 10 times. Mecking, however, avoided commenting on this subject.

    Match: Korchnoi x Mecking (1974)
    For one of the most experienced chess players from Brazil and six-time national champion, GM Gilberto Milos Jr (who recently won the Iberia-American Championship 2010), Mecking is the best player of the late Brazilian history. When he was interviewed by Rádio Xadrez, Milos said: "He plays the endings very well, I cannot say for what reason, but in fact he plays much better. He plays well not due to his coming from another generation, but due to a natural quality he has, as today [GM Levon] Aronian is the best endings player in the World, and comes from a very new generation”.

    Today, with an obsessive belief in the case and facing the disbelief of the majority, Mecking says he will return to the top of the world, where today are Magnus Carlsen, Vladimir Kramnik, Vishy Anand and Veselin Topalov, to name a few. Mecking bets that his return to the top elite of the chess world will be "a gift from God" and divides his time between praying and chess studying, to achieve the ultimate goal. He also promotes lectures and simultaneous exhibitions, of which he is proud to be undefeated for over 30 years.

    From 13 to 25 January 2011, Mequinho will have a new chance to show that his faith is right: he will take part in the very strong Memorial Antonio Rocha 2011, in Campinas, São Paulo, Brazil, which will have the participation of GMs Giovanni Vescovi and Rafael Leitão, from Brazil, in addition to the GMs Sandro Mareco (ARG), Diego Flores (ARG), Andres Rodriguez (URU), Oswaldo Zambrana (BOL) and other good players, totaling 14 participants. We shall wait and see if there really will be a miracle.


    Interview with GM Henrique Mecking

    Rádio Xadrez - How is your daily routine nowadays?

    Henrique Mecking - As many people already know, I had a very serious disease, 33 years ago, and I'm almost cured. Nowadays I do simultaneous exhibitions, lectures and also teach, apart of playing international tournaments or rapid tournaments. Also, I run and practice the karate alone. Summing up, I have been preparing myself in chess. Few days ago, I launched a book about my best games [Henrique Mecking - The Chess of a Grandmaster] and this book will be sought by Brazilian chess players and will be published in other languages also. My first book, How Jesus Christ saved my life, is already in its sixth edition in Brazil and was published in the Romanian language. In the last five matches I played against Grandmasters, I didn't lose any, won three and drew two.

    Campinas, Brazil, 2011 - Memorial Antonio Rocha
    Rádio Xadrez - About the beginning of your career, when Brazil was under a dictatorial regime and you had the support of the government at the time, did you have the political conscience of this?
    HM - Well, to begin answering this question, I loved chess. I had 18 years old, studying physics in college and invitations for tournaments came. I saw Grandmasters playing and I was eager to give up college, because I preferred chess rather than physics. Chess at that time was less developed in Brazil. So, there was no chance of my being exceptional in chess at that time. And I didn't live in São Paulo, where there is, naturally, the greatest economic potential of the country. Then, there were no practical chances for me to dedicate entirely to chess unless I had the support of someone strong. So he [Brazil's President at the time - General Médici] gave me all the support to play chess, because he liked the sport very much.

    Rádio Xadrez - In 2010 Chess Olympiad the Brazilian team had a very expressive result. Weren't you willing to be part of that team?
    HM - Yes, but it was not possible for me to play. I have a plan for my life and nothing makes me deviate from this plan. To any invitation I have, I pray, and ask Jesus for an answer, acting according to the orientation he gives me.

    Rádio Xadrez - What plan is it?
    HM - I will be again one of the best players in the world. To God, everything is possible. Most people think I won't make it. The cure Jesus is giving me is progressive and I'm almost fine. In 1979, I was almost dying, couldn't chew, just ate liquid food, didn't have the power even to brush my teeth anymore, and today I'm almost cured and returning to chess. I'm 58 years old and, only by myself, I would never have the conditions to reach this level again. My age is only 10% of the obstacle. The rest of the disease I still have corresponds to 90% of reaching my goal. However, as soon as I'm totally cured, I believe I will be back on top. My rating will go up slowly and my strength of play will highly increase also.

    Corus, 2009 - Holland
    Rádio Xadrez - When you talk about being again one of the best players in the world, you mean playing at the level of players such as Carlsen, Kramnik and Topalov?
    HM - Exactly. I was the third best player of the world. Many times, God wants to do thing no one believes, just for people to see that it was God that made it.

    Rádio Xadrez - If we compare, for example, players that played at your time and still play nowadays, like Karpov and Korchnoi, they aren't really at the top 20 anymore...
    HM - No, wait a minute. Korchnoi is 21 years older than me, so this comparison doesn't exist. Six years ago, more or less, Korchnoi still managed to win international tournaments and played some brilliant games, but he is 21 years older than me.

    Rádio Xadrez - Your first return, in the South-American Zone Tournament, in 1993, wasn't as satisfactory as you wished?
    HM - There was still some crisis from the disease at the time, as there still is today, but today's crisis are much weaker. The medicines I took were not enough to play, I was lost in almost every game. I lost 35 ELO points in that tournament, I couldn't play chess. I should have lost 50 points, there were three games that I would lose and, after perseveringly praying, Jesus saved me and I managed to draw. They were against Oscar Panno (ARG), Herman van Riemsdijk (BRA) and Jorge Egger (CHI).

    Rádio Xadrez - This means that the other players prayed less than you did?
    HM - Each person has its own faith. Jesus said "ask and you shall receive", so I may ask. Naturally, Jesus gives what He wants. If He accepted all my wishes, I would already be the world champion.

    Rádio Xadrez - But the wish to go back to the elite, did He accept? Going back to the world's top ten players?
    HM - More than top-ten! This that you said is too modest. Wasn't I number three? Let's give a practical example, in any other sport, if a player stays out of it for a long period, like Ronaldinho in soccer, the struggle to reach the initial level is much higher, and he goes back in a level below he was before.

    Rádio Xadrez - World's number 1 nowadays, Magnus Carlsen, has been playing very well. Are you going to overcome him?
    HM - I'm not talking about Carlsen, Kramnik, Bareev or Vitiugov. I'm talking about everything as a whole. I'm a chess player committed with religion, I try to enhance my level in chess and look for holiness in religion. Chess must help religion and religion must help chess, they walk together.

    The chess of a Grandmaster (book)
    Rádio Xadrez - How do you turn faith into results? What method of preparation do you use?
    HM - As I said, we may ask and Jesus gives the grace He wants. When I was almost dying, there was a lady who had the gift of cure, who prayed for me, but she herself died of cancer. It's the grace Jesus wants, not the one I want. If it depended on me, I would never be sick and would win all my games. I have aversion of losing chess games, I hate it!

    Rádio Xadrez - What do you feel when you lose?

    HM - A friend of mine said that there is a GM who suffers more than me when he loses, I was very happy to know that, I thought I was the one who suffered most. My desire is to switch off from everything, I don't want to think about the game, but many times I wake up thinking in the middle of the night, because I prepared for too much time and everything went wrong, I thought I would win the game and lost. There was an Argentine GM who said 'when someone takes a piece of mine is just as if someone stick a knife in my belly'. It's painful to do all that planning when nothing goes right.

    Rádio Xadrez - Is there a special game for you?
    HM - Right away, the three times I beat former world champions. Once I beat Mikhail Tahl and twice Vassily Smyslov (one with the white pieces and the other with black). Others I could say: the one which I beat GM Sergei Fedorchuk (UKR), that gave me the title of Lodi tournament, in Italy (2006); the game I won, with black, in 1976's Interzonal tournament, in Phillipines, against GM Vitaly Tseshkovsky (URS) – this game decided the places of the Interzonal.

    Rádio Xadrez - Is it true a legend that people tell about you that, some time ago, when your opponent said "I offer a draw", you answered "I propose you resign"?
    HM - Yes, this was back in 1965, when I was 13 years old. The opponent was the experienced player Olício Gadia, who was Brazilian Champion twice. The game had been suspended and he offered me a draw, but I think he was just making a joke, because he was already lost. Then I told him: 'I propose that you resign'. He really resigned. The papers of that time, in Rio de Janeiro, posted a photo of ours in the cover, with the phrase "David beats Goliah".

    Interview to Rádio Xadrez - Click here to watch
    Rádio Xadrez - How was your relationship with the former champion Tigran Petrosian? Some say the rivalry between you was huge...
    HM - Once, someone told me that entered in a chess club in Moscow and saw Petrosian showing his three games that he had outplayed me. I don't remember and don't want to remember, because things like there I prefer to forget. But someone told me he was saying that I left weaknesses in the white or black squares, I don't remember now. In one of these games, I refused to take the draw, because I had white and I wanted to win. In the fourth time I played against him, I had black and was already a Grandmaster, in 1975, and then I had a better position but got the draw.

    Rádio Xadrez - Were there misunderstandings between you two, off the board?
    HM - Nowadays I see things through the light of the Christian charity, so when people ask me about this, I prefer not to comment. Not so long ago, I was talking about the tournament I played in Holland, then I said "this and that player were very polite with me" and then someone asked "and that one?”. Then, at the same time, I couldn't hold myself and laughed out loud, because the other player of whom my friend had asked was the one who disturbed me the most, not only me, but all the other players also. He did illegal things, out of the rules. He was the one who disturbed the most. But I prefer not to talk about these things.

    Rádio Xadrez - Will you be the third place in world rankings one more time?

    HM - Quite so. I hope that it will be a bit more. Everything is possible to God. What disturb my chess performance are my age and my disease. I asked to Jesus, many times, that he took off 15 years of my age and, nowadays, I ask something a little more difficult. Normally, when I shave, people give me much less years than I actually have. I believe Jesus will give me a worldwide evangelization mission and, to accomplish my task, it would be better that I was one of the best chess players in the world or even the better. And I'm waiting for it, my cure will come soon.

    Rádio Xadrez - How old people say you are? 35?
    HM - No! Not 35. I'm 58 years old and generally people give me about 43. Fifteen years less than I have, when I'm shaved.


    Rádio Xadrez - What were your best results after you came back to the boards?

    HM - At the Bled Olympiad, in Slovenia (2002), I won five games and drew three. Afterwards, in 2006, I won the Lodi tournament, in Italy, playing against four very strong Grandmasters: GM Evgeny Postny (ISR), GM Sergei Fedorchuk (UKR), GM Levente Vajda (ROM) and GM Constantin Lupulescu (ROM). I scored 3,5 points against them.

    Rádio Xadrez - You were also Brazilian blitz champion on ICC. We know you play very well on that modality, have you beat any top player on the site?
    HM - When you ask any GM about ICC, they don't usually like to answer, because some have secret accounts and others don't. So I would like to not comment on that.

    Rádio Xadrez - But we have heard that you got to play against GM Hikaru Nakamura (USA), is that true? Do you know him?
    HM - I know who he is.

    Rádio Xadrez - And have you beat him on ICC?
    HM - I'm sorry! But I cannot answer those questions. Although I was #1 on ICC for ten times, with the username Lorenzo, in honor of St. Lawrence, one of my guarding saints.

    Rádio Xadrez - Which upcoming tournaments will you play to demonstrate that strength you intent to achieve?
    HM - I'm not completely great yet, it will be something for the future, for when God wants it to be. I have a plan and that plan is to be completely cured first. I'm extremely busy preparing for Memorial Antonio Rocha, in Campinas, Brazil, and also doing simuls and releasing my book. I've been studying very hard, mas I have other stuff to do here where I live, like renewing my driver's license, which will expire at the end of the month, and other things I can't get away from.

    Rádio Xadrez - Do you buy books about chess or is your collections already complete?
    HM - We always have to use books or internet to see the best games. The book that I just published is very good and I think that it will be useful to GM's, MI's, medium-level players and beginners. There's a lot of good games on it, it's everything there.

    Rádio Xadrez - Do you follow international competitions? Do you watch the greatest players' games?
    HM - Of course, otherwise I wouldn't be able to play openings, middle games and endings. I'm really anxious, waiting for my recovery, and after that happens, it will be calmer to play. In 1970, I was a strong opponent, beat GM's game after game, and rarely lost, thanks goodness, because I hate losing. If I could get to that level again, it would be a God's blessing. The defeats will be rare.

    Rádio Xadrez - Who is the best player in the world? Which one do you enjoy watching playing?
    HM - I'm not the type that admires players. Any player with a style similar to Kasparov's is good in my opinion. Petrosian's style is not my type.

    Rádio Xadrez - Why do people say women are not as good players as men? Why is there no woman at the world-wide top-100 rating?
    HM - Because there is a bigger number of male players than female in all the countries.

    Rádio Xadrez - But do female players play as good as male? You already had a draw game with the GM Judit Polgar (HUN), in a competition in Argentina (2001), and also lost a game to the GM Yifan Hou (CHN), on Corus Tournament (2009)…
    HM - Yes, but I played badly against the Chinese. The game was good for me. There were people that criticized my game, my Spanish Opening. There's nothing to do with it, I was in a good position. I was tired, exhausted, worried about my defeats. I feared losing 25 points and get the last position at the tournament. When the situation is not good, you have to avoid losing points.

    Rádio Xadrez - A listener sent us a question, about an interview of yours he read in a newspaper, saying you found a way of never losing, just drawing. Is it true?
    HM - I don't remember this, but this is not possible. When you are playing against a Grandmaster, there is the chance of you losing. It's like being alive with the chance that you die.

    Rádio Xadrez - So if both players play perfectly, will it be a draw or white outplay black because it has the first move?
    HM - Of course that if black doesn't make any mistake, it will never lose. Playing with white does not guarantee victory.

    Rádio Xadrez - You met GMs Levon Aronian (ARM) and Vassily Ivanchuk (UKR) in Holland? Is it true that Ivanchuk wanted to study chess with you?
    HM - I talked a lot with Aronian in Holland, he treated me very well. With GM David Navara (CZE) also, we are friends, I send some e-mails to him sometimes. But with Ivanchuk, I already knew him. In this occasion that you mentioned, I was studying a line and he was walking with his second, GM Leon Hoyos (MEX), then I came to greet him, because I am very polite, and he thought that he could talk to me, but he couldn't because I was studying chess. I had a position on the board and I couldn't let him see it, so he couldn't enter in my bedroom.

    The transcription and translation of the interview was made possible thanks to the efforts of some of our readers, who highly appreciate.

    About Rádio Xadrez


    Rádio Xadrez (Radio Chess) is a podcast of Blog Vida em Miniatura, in language Portuguese and translates for English or Spanish. Between yours respondents are WGM Natalia Pogonina (Russia), GM Giovanni Vescovi, GM Gilberto Milos Jr., GM Rafael Leitao, among others.

    Rádio Xadrez is marked by fun and friendly tone, exploring the humor newsletter about chess, but also involved in giving quality information, referring to methods, training, and chess itself.

    Visit at www.vidaemminiatura.blogspot.com/

    31 comentários:

    Rádio disse...

    (Comentário enviado por e-mail):

    Pessoal da radio xadrez!

    Muito boa a entrevista.

    Na entrevista Mequinho testemunha a sua fe, sua vontade, sua perceverança e demonstra muito mesmo ser brasileiro, "Mecking nao desiste nunca".

    Realmente o cara é fora de serio. Está ai ate hoje. Fazendo o que faz. Agindo da melhor forma possivel, e fazer o que tao gosta: jogar xadrez, treinar xadrez e crescer no xadrez entre outras coisas.

    Voces conseguiram fazer com que ele jogassem alguem no xadrez, nessa hora morri de ri. Mecking responde + ou - assim: Nada de russo na direçao internacional de xadrez. O motivo é que o esporte é mais mal pago do mundo.

    Ele mostrou claramente que da visao dele, racionalmente, ele nao entrara no topo do xadrez, ou ser numero um do mundo. Por condiçoes de saude e idade.
    E de toda forma, continua a jogar e acredita que pode conseguir, onde realmente tudo pode acontecer.

    Mequinho disse que deseja dar testemunha de sua fe e contribuir para as pessoas com sua atitude. Na minha opiniao, ele ja faz. Veja bem: Esta vivo; luta; esforça; tem sua rotina; ja é exemplo de perceverança; nao permitiu e nao permite que nada deixe de acreditar em seu sonho, de ser um jogador de xadrez como sempre quis. Nem uma doença incuravel fez este homem dexistir de seu sonho.

    Um grande abraço. Se possivel encaminhe para mim este email para o Mequinho, fazendo favor.

    Desculpem se escrevi muito. E se possivel, postem o que escrevi por email no blog de voces. Por nao conseguir fazer.

    Abraços,
    Tiago direto aqui das Gerais.
    tmcdrawing@hotmail.com

    Tiago disse...

    Tiago direto de Minas,
    Às 14:32 ele leu o seu recado.

    Att

    Ti. Rodrigues

    Rodrigo disse...

    Parabéns pelo belo Trabalho !!
    Salva de palmas pra voces !!
    Rodrigo Stopa - Uberlândia

    André Gazola disse...

    A entrevista foi muito boa e o trabalho de vocês está realmente de parabéns. Porém, as palavras do Mecking, em muitos sentidos, mostraram-se bastante impróprias para um seguidor fervoroso de uma fé cristã.

    Em resumo, é a pessoa mais egocêntrica de que já tive notícia: não admira jogador algum, não fala sobre questões fora de seus 2 assuntos, não tem sequer músicas favoritas (a meu ver, num claro esforço no sentido de não "ser fã" de ninguém além dele mesmo) e não responde perguntas muito claras feitas por vocês, repetindo-se e sendo muito vago em diversos pontos da entrevista.

    Tudo isso pode ser visto como "foco" ou como "loucura". Eu vejo da segunda forma.

    Como jogador: um GM mediano hoje, um gênio ontem.

    Tads disse...

    Caríssimos leitores/ouvintes, quero propor um desafio a todos e ver se alguém está a fim de ser colaborador:

    Vamos transformar a Rádio Xadrez com Mequinho em uma matéria escrita para o Chessbase. Para isso, precisamos transcrever as respostas dele! É simples, porém trabalhoso: ouvir e digitar. Somente isso!

    Quem quiser colaborar, mande um e-mail para radioxadrez@gmail.com que dividimos direitinho de que trecho até que trecho você fará a transcrição. Quanto mais gente ajudar, menos trabalho fica a cada um.

    Mãos na massa? Vamos lá?

    Tiago
    @tasantos

    Tiago disse...
    Este comentário foi removido pelo autor.
    Tiago disse...
    Este comentário foi removido pelo autor.
    Tiago disse...

    Caro André Gazola,
    Poste aqui o que V. acha impróprio para um cristão falar! Se V. é cristão então diga aqui o que é próprio para um cristão dizer.
    Parece que V. se baseia nas balelas que por aí dizem a respeito do Mecking; ao invés de V. falar que ele não admira nenhum jogador, ele cita numa resposta que jogadores do estilo Kasparov são o que ele gosta (diretamente ele admira o Kasparov e parece que V. não prestou atenção na entrevista; sua caixa de som está funcionando bem?). Tiago Santos ressalta que Mecking imitava Fischer: logo foi um dos admiradores dele. Músicas? Alô moçada eu escutei bem a primeira música do Rauzito e logo depois “Si la muerte Pisa mi Huerto”, de Juan Manuel Serrat da Catalonia e que vida é essa de amargar fala o grande Roberto Carlos em “Negro Gato”.
    Um louco sempre reconhece outro louco : P

    Como jogador: Que tipo de jogador V. é André? Classe A,B,C,D, E, F,ou (G...M)?

    Jogadores como Navara, Ivanchuk, Volokitin, dentre outros nomes que poderia mencionar aqui respeitam o GM Mecking. Aqui no Brasil é assim: Não respeitam os profissionais esportistas, se deixarem escapar a medalha de ouro só caluniam e maldizem, se vencem, ficam "babando OvO".
    Atte.

    Tiago P. Rodrigues

    Tads disse...

    Pessoal,

    Já temos um colaborador para a transcrição, que fará os primeiros 20 minutos. Vamos lá, se mais gente ajudar, não precisaremos transcrever muito. Alguém mais se voluntaria?

    início até 20min: OK!
    20min até 40 min: ?
    40min até 60 min: ?
    60 min até 80 min: ?

    Abcs,

    Tiago
    @tasantos

    André Gazola disse...

    Tiago Rodrigues,

    não sou cristão, mas entendo que o egocentrismo doentio não é das características mais nobres que alguém, independente de ser cristão ou não, possa cultivar. Ainda mais sendo um ícone do nosso esporte como Mequinho.

    O meu nível de jogo (que pode ser colocado lá pelo nível Z) é irrelevante nesse caso. Mequinho é um GM, mas hoje não se compara com nenhum jogador da elite mundial, apesar de eu torcer para que ele realize seu sonho e volte a esse nível.

    Não vi nenhuma forma de desrespeito no meu comentário anterior, mas sim considerações sobre o que Mecking representa hoje e o que representou ontem para o xadrez.

    Isso tudo não aumenta nem diminui o mérito de ninguém, nem dos comentaristas nem do entrevistado.

    Tortola-Mgá disse...

    Com todo o respeito que tenho pelo Mequinho também, se ele se prontificou a participar da rádio, ele devia responder tudo o que lhe é perguntado, e não ficar toda hora, pelo menos foi o que percebi, pedindo para falar de seus objetivos futuros. A mim, pelo menos, me pareceu que ele só quis participar da rádio para divulgar que ele está na ativa, procurando simultâneas, matchs etc.
    Ele praticamente encerrou a rádio dessa edição, e não o Tiago como de costume!
    Com certeza Mequinho é o melhor brazuka de todos os tempos, e será difícil alguém chegar aonde ele chegou. Se ele acredita que pode voltar a elite mundial, eu também acredito que ele voltará, isso se chama fé, e é uma coisa a se admirar.

    Gabriel Tortola

    equipe suzan chess disse...

    Sensasional entrevista com o nosso GM !!
    Acredito sim que ele possa voltar a jogar como no passado, pois também tenho fé de que ele possa conseguir.E acredito também que a força (fé) de nós brasileiros o auxiliará em sua luta ao retorno do xadrez de alto nível.Sucesso Mequinho e parabéns ao Tiago e ao Leandro por mais uma maravilhosa entrevista com um TOP brasileiro.Sucesso a todos vocês e a todos enxadristas brazucas !!!

    rateodoro disse...

    Pessoal,
    Queria deixar minha admiração pelo trabalho de vocês aqui na Rádio Xadrez, uma iniciativa muito interessante e que com certeza é digna de receber todas as críticas, menções, atenção e seja lá o que for porque foge do ''mais do mesmo'' que temos por aí!
    Talvez o Mequinho não tenha a mesma facilidade de outras pessoas para expressar tudo que ele sente ou pensa, até porque ele preza muito a imagem dele e dos demais, viveu muitos momentos difíceis, ao contrário do que pensam, ele é destituído de egocentrismo, porque vive uma vida humilde e pacata, centrado naquilo que ele acredita.
    A primeira impressão muitas vezes é enganosa e posso afirmar que tenho todo o respeito e admiração pela pessoa do Mequinho, não pelo enxadrista apenas, mas pela pessoa, que como todos nós erra, tem medos, tem dúvidas, etc...
    Tiago e leandro, continuem em 2011 trazendo informação de maneira divertida e sincera, muita paz e saúde !

    Abraço

    Rodrigo Alex Teodoro

    Marco A. Bianchi disse...

    Senhores parabéns pela entrevista.
    Mequinho é minha referência no xadrez.
    A revista Veja do blog possuo guardado comigo, é uma raridade.
    Quanta à manias do Mequinho, quem não nunca teve isso ? É que a mídia esconde isto de outros esportistas tops !
    Para isso segue o ensinamento de NSJC: quem nunca pecou que atire a primeira pedra.
    E o Mequinho, melhor ainda é católico, apesar de carismático, defendemos o caminho, a verdade e a vida.
    Dominus Vobiscum

    Tads disse...

    Sras e Srs, voltei com mais uma parcial!

    A discussão e o debate aqui estão muito bons, todo mundo tem colocado suas opiniões de forma educada e respeitosa, mas até agora ninguém se voluntariou a ajudar na transcrição! :p

    Ninguém não, minto. Duas pessoas fizeram! E, por isso, já temos transcrita a entrevista até o minuto 40. Se mais duas pessoas pegarem do 40 até 60 e do 60 até 80 min, terminamos!

    Última chamada: mais algum voluntário disposto a ajudar? Evidentemente, seu nome constará na matéria como colaborador (se for do consentimento do mesmo, é claro).

    Lembrando, quem quiser ajudar, mande um e-mail para radioxadrez@gmail.com

    Feliz 2011!

    Tiago
    @tasantos

    Arthur Olinto disse...

    Muito boa a entrevista. Embora o Mequinho fugiu de algumas perguntas, pra dar enfase a religião. Mas, no todo foi muito bom :D
    Quem será a próxima lenda a ser entrevistada?
    Um abraço a todos.
    E que Deus nos der um excelente novo ano!

    Equipe Rádio Xadrez disse...

    Liberados os comentários para quem não tem conta Google/G-mail/OpenID!

    Usem com moderação e, sempre que possível, identifiquem-se no texto.

    Anônimo disse...

    Pq nao fazem uma 2 entrevista com ele,faltou muitos pontos a serem tocados!!!!

    Tads disse...

    Resposta ao Anônimo:

    Uma segunda entrevista com Mecking não está descartada, realmente há assunto sobre ele para fazer uma, duas ou até três. Porém não pensamos nisso por enquanto, ainda há GMs brasileiros que não foram entrevistados (Sunyé, Darcy e Matsuura) e vamos buscá-los em 2011!

    Tiago
    @tasantos

    Anônimo disse...

    O que mequinho não tocou é que hoje tem muitos mais jogadores fortes do que nos anos 70.Acho muito difícil ele atingir a patamar que alcançou,principalmente se continuar achando que jesus vai curar.Sempre achando umas desculpas fora do tabuleiro,que é comum nos enxadristas de todos os níveis!Ele tem de se reciclar anova realidade,mudando muito os métodos de vida.Que eu acho muito dificil pra uma pessoa de 58 anos aceitar que as coisa evoluem com o passar dos anos.Que eram certo nos anos 70 agora nao são mais assim!Se quiser melhorar Mequinho terá d emudar emuito,coisa que eu não acredito.

    Anônimo disse...

    Polêmicas a parte,sabem quando o Brasil terá outro enxadrista no top3 do mundo????Só daqui há 50 anos,portanto,Viva Mequinho,nosso maior enxadrista!!!!!The best player of Brazil!

    Valdo disse...

    Velho (Anônimo)! Se vc admira tanto o Mequinho , tem que acredita no Deus que ele prega , e que amanhã terá um novo Mequinho ou ele mesmo no Top3
    ASS : Asunção

    Anônimo disse...

    Adimiro o Mequinho pelas conquistas nos anos 70,e pela colocação no top 3.Não sou obrigado a acreditar nas esquisitices dele,nem na religião dele.Ele só conseguiu chegar aonde chegou graças a ajuda do presidente Médice como ele salientou na entrevista.O xadrez sempre foi assim so avança com ajuda de mecenas.Infelizmente não vejo luz no fim do túnel pro xadrez brasileiro.Vide as intermináveis brigas nas federações regionais e da cbx com as federações.

    Valdo disse...

    È isso é verdade ! Porém temos uma luz sim ; veja só ; temos a nossa disposição a radio xadrez coisas que ontem não tinhamo se não teriamos se não fosse pela insistência de Leandro Salles e Tiago A. Dos Santos ,eu entendo isso como insentivo,e brigas sempre vai ter, xadrez, futbol , tênis....Porque o xadrez é um mercado como qualquer espot. E quando vc desqualifica o xadrez brasileiro vc esta desmerecendo muitas pessoas que fazem um belo trabalho e que acreditam a cima de tudo no xadrez brasileiro o que nós não podemos fazer é quebrar as pernas dessa juventude que esta vindo aí pro xadrez, fazendo blogs entrevistas , divulgando fazendo um trabalho serio ....VAMOS INCENTIVAR
    Ass.: Assunção

    Tads disse...

    Opa, muito obrigado pelo apoio, Valdo! :)

    Abraço,

    Tiago
    @tasantos

    Anônimo disse...

    É um grande jogador, talvez o que o faz falar grandes besteiras.
    Todavia, não sou contra seu aberrante egocentrismo.

    Conheço e sei muito bem o que é viver com uma doença incurável... Nisso ele ja merece o título de vencedor..
    Quanto ao que fala de Jesus, ninguém discute...

    Não sei se por culpa dos repórteres, verdade é qe não vi nada nessa entrevista
    interrupções fora de hora e respostas vazias...
    enrolação sem querer chegar aonde...

    Mecking querendo voltar a elite tambem...
    ora, bater em capivaras brasileiros (até eu entro no meio) é uma coisa... agora chegar ao top,,,
    sinto muito... não dá
    mas se algum brasileiro chegar entre os 100 ta bom.

    Em tempo: O artigo escrito tá nota 10.

    Leandro

    leandro-fire@hotmail.com

    Anônimo disse...

    Gosto muito da rádio mas esta foi a pior entrevista da rádio em todos os tempos, acredito até que foi a única ruim.

    Nenhuma culpa de Dos Santos e nem de Salles, a culpa é mesmo unicamente do entrevistado.

    Foge até das perguntas mais simples como se ele gosta de música.

    Tratou de ser extremamente comercial, abusando de anúncios para torneios, simultâneas, etc

    Todos já sabemos que ele está disponível para estas atividades, não precisa ficar falando toda hora!

    Ele mesmo encerrou a rádio, e quem deveria ter feito isso era o Dos Santos, com bem lembrou a Gazola.

    NUNCA foi terceiro do mundo, foi quarto, pois a ordem era Fischer, Karpov, Korchnoi e depois ele apenas empatado em quarto-quinto com outro jogador

    Os apresentadores estiveram muito bem, cortando um pouco o "ídolo" mas com muita educação, e tentando levar sempre para assuntos relevantes, ou seja: XADREZ!

    Não entro no mérito religioso, cada um acredita no que quer, mas falar que Jesus Cristo o ajuda nas partidas, em detrimento dos adversários, é simplesmente duvidar da inteligência dos ouvintes!

    O "ídolo" fez muito mais contra o xadrez, pois recusava ir a torneios na ultima hora, não dando tempo para que outro fosse, diz o MI Herman Claudius van Riemsdijk

    O MF Sadi Dumont do RJ disse que uma vez saiu com uma garota, e ao falar que jogava xadrez, ela perguntou se ele não era louco asim como aquele Mequinho.

    Dizem que a grande maioria dos enxadristas brasileiros da elite não o suporta!

    Para que serve publicar um livro com partidas não comentadas?! Basta olhar em um banco de dados como o Chess Base.

    Lucas disse...

    Eu hesitei em postar um comentário mas uma coisa é verdade, pior cego é aquele que não quer ver.

    Não se trata de criticar o entrevistado por causa do complexo de inferioridade que alguns brasileiros tem e acham que só os de fora são bons, mas também defendê-lo como se fosse o maior exemplo de ídolo que o Brasil já teve é outro exagero.

    De minha parte acho que ele tem todos os méritos óbvios mas é sim egocêntrico e meio louco.

    Luis disse...

    Meus parabéns aos entrevistadores pelas perguntas inteligentes. Mecking não tem que provar nada a ninguém. Ele foi sim o 3º do mundo, mas o 3º rating. Suas conquitas nos anos 60 e 70 são muito mais extraordinárias do que um jovem de hoje possa imaginar. O Xadrez brasileiro simplesmente não existia em termos de cenário mundial, ele surgiu do nada e o apoio de Médici foi apenas financeiro. Ninguém lhe forneceu um técnico como aqueles de que os jogadores soviéticos dispunham. Jogadores como Smyslov, Spasski, Petrossian e principalmente Karpov, vieram da famosa escola de Botvinik, são produtos de laboratório. Mequinho se fez sozinho. Ser o 3º jogador do mundo (e um intruso) em um esporte então há 30 anos dominado pelos soviéticos lhe rendeu irresistível pressão, que o deixou doente. Mecking não é louco. Para nós, hoje que não vivemos na pele o que ele viveu, é fácil chamá-lo de louco, egoísta ou fanático, mas esse ato apenas reflete nossa ignorância e falta de respeito com aqueles que não são exatamente do jeito que o nosso egoísmo quer. As respostas lacônicas e evasivas que ele dá são típicas de casos patológicos de crises muito profundas. Devemos então acreditar que ele é um homem tentando reconstruir sua personalidade dentro daquilo que se tornou axial em sua vida, para bem ou para mal: _a religião. Que tal deixarmos que ele acredite que será o 1º do mundo? Só lhe fará bem e nós seremos premiados com brilhantes partidas, seja como campeão mundial ou seja tentando ser.

    forte abraço a todos


    Fiori

    Anônimo disse...

    Ei ,ei ei;;;;;;;;;;;Mequinho é nosso REI !!!!!!

    Anônimo disse...

    Espero que um dia o Mequinho possa realizar uma simultânea de xadrez em V.da Conquista - Bahia.Grato pela atenção.RGS(pesquisador)

    Lances Finos