domingo, 11 de março de 2012

Como as mulheres devem se vestir no xadrez?


A roupa das mulheres decide uma partida?

NA SEMANA EM QUE se comemorou o Dia Internacional da Mulher, o universo do xadrez feminino se aqueceu com uma nova polêmica.  

A União Europeia de Xadrez (ECU, sigla em inglês) lançou uma ideia que, se pegar, promete causar rebuliços nos guarda-roupas e nas rodinhas de mulheres que se aventuram a disputar competições: um manual de etiqueta que ensina a como se vestir nos torneios de xadrez.

É isso mesmo, não é nenhuma piada. A nova regra começou a valer no Campeonato Europeu Feminino, em disputa na Turquia, de 1º a 14 de março. Segundo o tal manual, por exemplo, decotes e minissaias são proibidos e as mulheres não devem abrir o segundo botão das camisas e blusas. Nas recomendações, que também valem para árbitros e para o público que assiste aos jogos, também há itens específicos para homens, que devem evitar bermudas, chinelos e apresentar-se, pelo menos, com camisas polo.

Para a criadora do código de conduta, Sava Stoisavljevic, secretária geral da ECU, o uso adequado de roupas trará uma boa imagem dos enxadristas para patrocinadores, meios de comunicação e até mesmo servirá de bom exemplo para as crianças. Em entrevista publicada no ChessBase, Sava não deixa claro, mas parece indicar que a Europa está preocupada com o efeito que pernas e seios têm causado no xadrez masculino. Comente também no Facebook!

Pode parecer cômico, mas o assunto é delicado. Enxadristas têm, cada vez mais, imagens públicas que precisam ser cuidadas para que consigam almejados patrocínios e destaques na mídia. Vestir-se para jogar de maneira como se vai à praia não parece ser o caminho dos contratos, porém limitar a liberdade do jogador ou constrangê-lo a mudar de roupa também não é democrático e até pode ferir a Constituição.

A jovem Minnie em um torneio juvenil
E é mais comum do que se imagina enxadristas aparecerem vestidos de forma, no mínimo, extravagantes. O ucraniano GM Vassily Ivanchuk, que tem fama de não se importar muito com o visual, não dispensa chinelões, bonés e shorts. Há jogadoras, mais jovens, que adoram levar faixas, chapéus e até orelhas da Minnie na cabeça. “Aparência é importante para ambos os sexos, mas regras para se vestir me fazem rir às vezes”, disse a húngara GM Judit Polgár ao comentar o assunto em seu twitter esta manhã. “Eu mesma, terei que tomar cuidado quanto ao uso de chapéus”, brincou.

NO BRASIL

A questão, por si só, é tão polêmica que a Rádio Xadrez quis saber a opinião feminina sobre regras para vestir-se em competições. Mais do que isso, nós perguntamos a elas sobre a necessidade e a influência que um decote ou “pernas de fora” podem ter no resultado de um match.

A enxadrista e especialista em moda Rabbith Shitsuka acredita que a preocupação é válida. “Muitos fatores podem atingir diretamente a concentração. As cores de uma roupa, por exemplo, podem causar influência direta no humor das pessoas”, diz. 

Rabbith acredita que, de maneira geral, as pessoas têm um senso estético e de moral básicos, distinguindo, por si só, o apropriado do inapropriado, mas nem sempre isso acontece. É aí que um manual ajudaria. "Um código de conduta para o Brasil poderia ser uma boa oportunidade para começarmos a mudar a cabeça e a visão das pessoas, valorizando o esporte e este grupo seleto de jogadores”. 

E Rabbith, que já gravou uma Rádio Xadrez em que deu preciosas dicas sobre moda (ouça aqui), vai além: “mais do que influenciar direta ou indiretamente o resultado, a maneira de se vestir demonstra respeito ao jogo e ao ambiente, que possui características diferentes de outros esportes”.

Por outro lado, Ana Vitória Rothebarth acha exagerado ter um código de etiqueta para vestimentas. “A Europa retrocedeu?”, perguntou. “Não podemos criar todo um programa baseado só em uma minoria que não sabe se vestir adequadamente”, defende. “Eu acho super sexy homem de camisa polo, então a CBX (Confederação Brasileira de Xadrez) deveria proibir esse tipo de roupa para não tirar minha concentração?”, brinca Ana.

CHAMEM GLORIA KALIL

Judit Polgár não dispensa um chapéu
Se a moda pegar (perdoem-me a ambiguidade), imaginem a seguinte situação: o jogador A perde para a garota bonitinha e, injuriado, faz uma acusação formal ao árbitro de que a menina usou roupas que romperam com sua concentração. Complexo...

A FIDE (Federação Internacional de Xadrez) tem uma regra específica que proíbe o “molestar o rival de forma deliberada”, mas aí caberá aos árbitros fazerem uma delicada interpretação: esse decote em questão acusado pelo jogador: a) está na moda, b) faz parte do “estilo” visual da jogadora; ou c) está ali propositalmente para atrapalhar o rival?

“O código de conduta tem um fundamento concreto, ele pode ser útil como forma de orientação e padronização, tentando formar um grupo mais homogêneo quando falamos de roupas mais formais para um esporte que se apresenta como “de intelectuais””, explica Rabbith. “Muitas pessoas podem achar que esse assunto não é tão importante, mas, na verdade, são os pequenos detalhes que podem fazer a diferença e, como estratégia de jogo, o código pode ser considerado uma vantagem”.

NÃO ESTÁ NOS MANUAIS

Stephanie Machado, do Paraná, prestes a iniciar uma partida
Sobre se iria mudar seu jeito de se vestir caso um manual semelhante fosse adotado pela CBX, Ana Vitória garante que não: “Visto-me como me sinto bem para jogar e estar entre todos no torneio. A sociedade mesmo já impõe determinadas condições de roupas para determinadas ocasiões e lugares”, afirma.

Rabbith concorda que cada um deve escolher o que lhe for melhor para usar, mas pondera: “O jogador não deve sentir-se desconfortável na hora de jogar, mas infelizmente alguns abusam e se apresentam de maneira inadequada. Regiões mais quentes pedirão roupas mais arejadas e leves, sapatos abertos etc. Por isso, as normas devem variar de acordo com cada região e cultura, sendo difícil generalizar”.

Mas Ana Vitória pode ficar tranquila, ao menos por enquanto. Questionado pela Rádio Xadrez, o presidente da CBX, Pablyto Robert, disse que as coisas vão seguir como estão quanto ao uso (ou não) de roupas. "Inicialmente, é uma regra da Europa, não da FIDE. Aqui, no Brasil, só em torneios específicos é que pedimos um traje mais específico. Fora disto, a galera pode ficar tranquila", escreveu.

E agora, José? Além de preparar aberturas e variantes, será necessário trocar os modelitos e atualizar o guarda-roupa antes de uma competição? Deixe sua opinião nos comentários deste post ou comente também no Facebook!

45 comentários:

Tortola-Mgá disse...

Concordo com o que a Rothebarth falou. Se alguém se veste de um modo mais vulgar para jogar xadrez, é porque xadrez para ganhar do(a) adversário(a), o jogador não tem!

Glaucio Cafalchio disse...

Eu acho um absurdo!
Primeiro: Não acredito que uma mulher ache que vá ganhar alguma partida só por se vestir de maneira vulgar. É mais provável que ela perca a concentração ao se insinuar do que chegue a desconcentrar tanto um adversário a ponto de fazê-lo ficar tão atordoado que não consiga jogar.
Segundo: Muitas vezes campeonatos são disputados em locais muito quentes, sendo quase um crime proibir bermudas e saias.
Terceiro: Há muitas formas "válidas" de interferir na concentração do adversário: Há relatos de jogadores que não tomam banho, que usam perfumes demasiado fortes, roupas pra lá de extravagantes, há outros que posicionam as peças fora do centro das casas a cada jogada, ficam encarando o adversário etc. Infelizmente não se pode punir um jogador por falta de caráter, se bem que nunca foi provado que algum capivara usou uma técnica dessas e virou GM de uma hora para outra...
Quarto: Muitos torneios são disputados em condições tão desfavoráveis (calor, barulho de trânsito, peças e tabuleiros não padronizados, locais mal iluminados etc.) que uma roupa inadequada seria a última coisa que alguém poderia usar como desculpa para ter perdido uma partida.
Acho que se a FIDE quer atrair patrocinadores, deveria se preocupar com questões mais importantes, como os empates, a divulgação do esporte e as entrevistas dos jogadores durante os torneios.

Glaucio Cafalchio

Ludmila Oliveira disse...

Mas era só o que faltava!

Thaís Maia disse...

Mas era só o que faltava! [2]

Ariane Corrêa disse...

acho q elas devem vestir roupas! Parece absurda a ideia de começo! Mas roupas é oq há!

Rubão Béco disse...

Precisa? (se vestir)

Jaqueline Pamplona Correa disse...

Concordo com regras mas nada de exageros também! É questão de bom senso!

Ana Rothebarth disse...

Fundamentando minha opinião e aproveitando para melhor colocá-la e assim esclarecê-la, gostaria de voltar ao tempo em que os árabes apresentaram adereços, tecidos, todo "um refinamento", à Europa, nos anos denominados de Feudalismo.
Conquistando os nobres e o clero, os árabes introduziram um novo processo civilizatório (não cultural) na região.
A partir desse momento, os pertencentes à classe burguesa vislumbraram uma possibilidade de crescimento dentro da pirâmide do qual estavam inseridos.
Dessa forma, o retrocesso do qual indaguei é no sentido de um retorno a uma situação anterior. Podemos englobar nesse caminho também os diversos movimentos de revolução ou/e contestação cultural, observando que todos tiveram muitas polêmicas e seus prós e contras.
Um parâmetro do qual considero importante ressaltar é que tais mudanças fizeram com que a burguesia aumentasse seu patamar e que o processo anteriormente realizado pelos chamados artesões, manual e em seu sentido exclusivo, evoluiu ao que nos apresenta hoje, a industrialização.
A indústria atualmente quer criar um ser humano padrão, e se ainda não atingiu a todos, busca esta meta. Essa uniformização prega um reconhecimento de status e comportamental, aglomerando conceitos ditados. A sociedade mostra essa defesa, mas ter uma percepção para essa adequação é um processo lento.
Temos que trazer outras interpretações para solucionarmos desafios, buscando ter uma habilidade humanística para alcançarmos um resultado satisfatório.
Concluo o meu pensar relatando que essa é uma daquelas posições em que após você calcular os próximos sete lances da posição, percebe que o primeiro pode não ser o que você pensava.

Thauane Ferreira De Medeiros disse...

boom saia pequena eu acho exagero mesmo rs mas essa questão de usar chinelo é boba pq se a pessoa se sentir a vontade assim ou as pessoas mais humildes.. alias tem gente que nao curt vestir polo

Gabriel Tortola disse...

Depende muito da cultura do lugar onde é realizado um torneio. Tem lugar que vestir um xinelo, ou mostrar o cabelo já é considerado sexy...cada torneio devia especificar as regras. Ai quem jogar o torneio, aceita as imposições.

Mariana Lemes Pereira da Silva disse...

cada um (ou uma) deve vestir o que quiser, aquilo que mais lhe agrada, a roupa que tiver. Desde que isso não prejudique nem ofenda ninguem. Eu não me sentiria muito mal se me obrigassem a usar tênis para jogar por exemplo, isso porque eu não uso tênis, tenho certeza que alguem vai dizer o mesmo do salto. Se a saia é curta e as pernas são bonitas, e dai? O que não pode é se vestir inapropriadamente, jogar de biquini, sem camisa... No mais, quando há bom senso, não precisa de imposições ou regras.

Tiago Pereira Rodrigues disse...

Xadrez não é passarela muito menos escola de Samba. Ir jogar um torneio de xadrez não é o mesmo que ir a praia de Ipanema. No Brasileiro sub 26 uma jogadora estava provocando muitos com decotes e vestimento curtos. O que esperamos de um torneio de xadrez, todos de roupas intimas jogando xadrez? Isso ai vai terminar em outra coisa...

Sonia Frei disse...

Prezado Tiago Pereira Rodrigues

Pelamordedeus! Não me leve a mal, mas, morri de rir com seu comentário.Pergunto eu: vai terminar em quê, por exemplo? Suruba? Ué, se os jogadores assim o quiserem, qual o problema? rsrsrsrsrsrsr. Se for num clube, os juizes vão ficar doidinhos, rsrsrs. Falando sério, vai:alguém aqui lembra de um campeonato mundial, no qual o mestre dizia que os segundos do adversário estavam usando óculos escuros, PARA HIPNOTIZÁ-LO? E um outro, em que um acusava o outro de receber informações através do IOGURTE? O xadrez é o único jogo do mundo que só vence quem sabe jogar!
Glaucio Cafalchio disse tudo: atrair patrocínios exige belos lances...publicitários! Afinal, tá na hora dos patrocinadores aprenderem a respeitar o espaço de seus patrocinados! Não fazerem igual a nike: Ronaldão ( ex Ronaldinho) tava quase morrendo, vomitando, mas, teve que entrar em jogo! E TEVE! e tá acabado! O técnico Zagalo que se dane!É mole ou quer mais?

Sonia Frei, clarinetista-enxadrista

Anônimo disse...

Que bobajada! Em vez de escrever sobre xadrez, falando de moda. E faltou falar do Mequinho, pois toda matéria por aqui diz que o Maquinho é um Deus kk

Leo Pasqualini de Andrade disse...

O patrocinador procura um meio pelo qual possa se identificar com público. O que se vai preferir? Patrocínios da Levi´s (o Mequinho, nos anos 70, aparecia em comercial da marca), patrocínios da C&A, da Vila Romana? Os esportes em geral preferem patrocínios de quem tem mais dinheiro pra dar ... qual o perfil do enxadrista? Homens e mulheres sóbrios (?!), intelectuais portadores de óculos de fundo de garrafa, ou descolados, arrojados, desligados, pobres (só tem chinelos velhos e bolorentos para usar), etc ... acho que vale a pena pensar bem e refletir a questão. Parabéns para a Ana Rothembarth pelas sabias considerações!

Ivan Petrovitch disse...

Acho que as mulheres devem usar o que quiserem...desde que usem alguma coisa... homens de verdade gostam de mulheres de verdade, vivemos num clima quente, é a coisa mais normal usar pouca roupa numa temperatura de 35 graus, Ja dei aulas de xadrez no Ceará, era muito comum os meninos usarem sungas e as meninas biquini... Por favor né, um torneio de xadrez já é lugar de muito macho, não vamos espantar as mulheres.. Quem não gosta de mulher, por favor fica olhando pro Cajal...

Jaqueline Pamplona Correa disse...

Vestir-se adequadamente não vai espantar mulheres Ivan Petrovitch... não é pra se vestir de freira de tb. kkkkk

Rene Fernandes disse...

As mulheres deveriam se vestir de acordo com a época do ano ... VERÃO, INVERNO, OUTONO , PRIMAVERA ... huahuaha

Thauane Ferreira De Medeiros disse...

concordo! mas ainda acho q deve se vestir como quiserem sem exagerar tb ne

Juliana Bueno Macedo Macedo disse...

Adorei.....achei muito chique! Quero sempre ser a de branco!!!! kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk

Loyson Rodrigues disse...

Eu acho que as mulheres devem se vestir como acharem melhor !!!, o que vale é ficar confortavel !!!, mas uma mulher bem vestida chama bastante a atenção ! e que sabe pode ate desconcertar alguns adversários masculinos e faturar, quem sabe, uns pontinhos a mais do que o esperado ! rsrsrs

Fábio França disse...

Pô, eu acho que se é uma competição oficial e em grande escala, assim como em qualquer esporte - ou grupo que se reúne para uma prática que tem regras e tudo mais que define uma organização - o lance até deve ser olhado com carinho. Afinal, pro cara que tem grana e não conhece o meio: acha que ele apostaria em alguém que parece um otaku ou em um cara que leva o básico das leis de mercado pra sua prática favorita? Mas acho também que deveria ser restrito às competições oficiais

Anônimo disse...

Não sei porque o Tiago Pereira está reclamando, acredito que não foi por isso que ele levou um amasso no Brasileiro da mulher citada! Afinal um jogador de 2100 que diz preparar um de 2600 é meio estranho, difícil acreditar que é xadrez que ele prepara!

Erick Alexandre Moreira Ramos disse...

polemica ao extremo isso .. na verdade a questão é que muitos homens perdem para as mulheres bonitas e bem vestida, ou seja, é um apelo para as mulheres bonitas não ficarem nos atrapalhando senão perderemos pelo psicologico e nao pelo jogo hahahahha

Leonardo Bispo disse...

Para né??? Agora mulher tem que deixar der se por bela e sensual pra se mostrar "comportada", puro machismo idiota.... Mulheres são belas e sensuais desde suas essencias, se vestir com roupas tidas como "mais adequadas" só castraria mais uma vez o que as mulheres são de fato... E isso, a gente ja vem fazendo ao longo ha muitos e muitos anos..

Ivan Petrovitch disse...

Todo mundo sabe que tem mulher que cobre tudo mas entrega tudo, inclusive as peças, hahahahah e outras que não cobrem muito mas não entregam nada, nem as peças...

João Danilo Grobman Mandetta disse...

O número 666 chama-se Aleister Crowley! Faça o que tu queres pois é tudo da lei! Sem imposições.

Kaiene Lourenço Cappato disse...

Cada um usa o que se sente bem porem sem exageros. Por exemplo aqui na minha regiao, faz um calor terriivel, nao da pra ficar de tenis calça e camisa, so se for em ambiente com ar condicionado :p
e nao acho que saia e chinelo sao exageros. Ah e outra coisa, rsrs homem tb tem q parar de ser bobo, parece q nunca viram mulheres com saias......!! KKKKKKKK

Paulo Santoro disse...

Bom, é fato inegável que algumas mulheres mais "prendadas" abusam dos atributos para obter vantagens em qualquer aspecto da vida - inclusive em partidas de Xadrez. E, de modo geral, funciona. Mas não acho que se deva legislar contra isso, com exageros do tipo "manter o 2.o botão fechado". Se se puder fazer algo que possa ser rapidamente notado na porta de entrada - por exemplo, saias sempre abaixo dos joelhos -, ok, como se faz em determinados ambientes mais formais. Fora isso, fica meio bobo.

Kaiene Lourenço Cappato disse...

a real é que vivemos em um mundo machista, por isso tanta polemica, eu acho. - aaah e nao vejo problema homens usarem chinelo e bermuda. Ficar jogando e derretendo NAO DÁ! rsrs o calor esta demais.

Anônimo disse...

Ninguem nunca comenta que um homem esta se vestindo de forma "impropria"...mas basta uma mulher estar se vestindo de forma mais a vontade que ja é rotulada. Portanto: Dois pesos , duas medidas, e isto nada mais é que MACHISMO!

Uma pessoa deve ser criticada pela forma com que se comporta, ou que trata as pessoas...não pelo que veste, não pelas suas crenças...não pelas suas preferencias.

O Tiago que aqui esta julgando uma participante do campeonato brasileiro sub-26 ja esta se tornando popular por ser um péssimo perdedor...por agir de forma absolutamente DESELEGANTE quando perde uma partida...e isso sim é algo digno de critica...não a forma de alguem se vestir. Se Deus, que até onde sei seria o ideal de bondade, amor e acima de tudo TOLERANCIA fosse colocar alguem de "castigo" este alguem seria o Tiago que esta aqui JULGANDO alguem, e não uma garota por sua forma de se vestir. Não tenho nada contra o Tiago...mas faço questão de manifestar aqui o repudio que tenho por tais idéias retrógradas e incoerentes!

Luciano Malta Maia

Filipe Guerra disse...

pra ser honesto... eu já perdi partidas pra mulheres que com certeza pelas circunstancias eu não trocaria por vitórias contra nenhum homem... hahahahahahahahahahahahahahaha

Franklin Carvalho Nunes disse...

Jogar contra mulher é sempre difícil, porque elas vão arrumadíssimas e, se não perderem no tabuleiro o psicológico pega.....hehehehe

Camili Ambrósio disse...

Não sei como estão os campeonatos hoje em dia mas acho que é um esporte mental então qualquer roupa confortável serve. Não acho que bermuda e camiseta (num dia quente) seja mostrar desleixo perante a patrocinadores e, se for este o caso, que se vistam roupas formais na entrega de prêmios - que é a parte mais importante ao patrocinador - como é (ou eram) nos torneios mundiais infantis. Não sendo a roupa/acessórios itens de desconcentração para seu oponente, acho q é só chegar e jogar. É o que importa: o jogo.

Mariana Lemes Pereira da Silva disse...

ok então. As feias podem jogar peladas, porque são as bonitas que desconcentram. Eu pouco me lembro das roupas que meus adversários usavam. O jogo é no tabuleiro, se estão preocupados com o comprimento da saia, ou estão jogando no chão ou estão olhando onde não deviam!

Ariane Corrêa disse...

Bem, eu concordo com Kaiene Lourenço Cappato, de q num torneio feito num ginásio onde 30graus viram 40, que não há condições mesmo.
Mas acho que também podemos tentar valorizar a imagem do xadrez, quando o torneio é feito num clube, com boas condições.
Imagine vc patrocionando um torneio e aí vc vai ver o evento q vc está investindo material, e aqueles q são destaque estão vestidos de chinelo e regata, é algo realmente inapropriado.
Eu não acho errado usar decorte, saia e chinelo. Mas concordo com a ideia de q existes regras de vestimenta pros esportes.
Como existe no volei, tenis, futebol. São dois lados da moeda, nenhum dos dois está totalmente errado.

Márcio Winter disse...

Olha, eu já fui traído por um decote em tanto em um torneio aqui no RS! E que decote! Hahahaha!!! Entreguei a dama depois daquel! Eu acho que existem certas coisas que não podem passar sem um critério. Decotes, saias curtas, enfim....

Roberta Souto disse...

Não há como criar uma forma de se vestir. Cada um tem q saber se impor, não deixando seu estilo de lado, nem sento fútil demais. Tem q saber ser você mesmo, sem perder espírito do q você está realmente fazendo.

Ariane Corrêa disse...

A discussão deveria girar em torno do comportamento da vestimenta no xadrez e na discussão sobre o fato de usar chinelo/shorts faz diferença ou não na imagem do xadrez. E não essa coisa infantil do homem ficar olhando pro decote da mulher como se fosse algo de outro mundo e culpar isso pela distração no jogo. Cada um deve se vestir como quer, mas temos que pensar também na imagem que estamos levando. A gente não vê no volei, ou no tênis meninas com mega decotes. Acho que tudo realmente tem q tem um bom senso. Aliar conforto, se vestir como quer e respeitar a imagem q tá pssando.

João Danilo Grobman Mandetta disse...

As pessoas, homens e mulheres, tem todo o direito de usar a roupa que bem entender. Não deve haver nenhuma restrição na entrada da área de jogos, como sugerido pelo camarada Paulo Santoro. E se um homem se desconcentra ao jogar com uma mulher, a mulher também pode se desconcentrar jogando com o homem...dizer que elas vestem pouca roupa para desconcentrar o adversário é um absurdo, elas se vestem como de costume. Só estou pontuando isso porque o debate está tomando um rumo muito machista...

Thauane Ferreira De Medeiros disse...

mulher bonita usa o que quiser que chama atenção de qualquer jeito...

José Antonio Dos Santos disse...

Não consegui ler todos os comentários, mas o que estou percebendo é que as mulheres estão batendo em muitos homens e estes como todo capivara deve encontrar uma "boa" desculpa para a derrota, não é ?

Pablyto Robert disse...

Estão decidindo na Europa, por aqui fica como está... :-) Alguns jogadores sugeriram que a CBX criasse uma norma para comprimentos máximos das vestes femininas. Segundo um membro da Rádio Xadrez que não posso identificar, não poderia chegar a 25 centímetros do joelho e não poderia fechar os 3 botões de cima das blusas... Algo assim...

Sonia Frei disse...

Adoráveis, as brincadeiras, cheias de graça e verve. Agora, falando sério: ABAIXO AS REGRAS! Liberdade total, para ambos os sexos enxadrísticos! A arte de Caissa é intelectual até a ponta do dedão, calçado com chinelin de dedo, ou cromo alemão. Que seja da vontade do freguês, ou melhor, do mestre do tabuleiro. ( Abrindo um parentêsis: quem foi o fio da mãe que inventou o famigerado terno-gravata hor-ro-so-so??! Que não combina EM NADA com nosso sol brasileiro delicioso? E que os brasileiros usam, sem reclamar? E tinham que reclamar! ) Enfim, se A ENXADRISTA, além de boa jogadora, tiver o corpicho bom para uma mini-sainha daquelas...os ENXADRISTAS que tratem de olhar para o tabuleiro, pois não? rsrsrsrs.

Sonia Frei, clarinetista e enxadrista ( e, coroa! Só correm risco comigo no tabuleiro, rsrsrsr)

Pablyto Robert disse...

Como advogado, apoio o manifesto contra o terno, até porque Vitória é quente a maior parte do ano! hehehehehehehehe...

Lances Finos